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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

Category Archives: Perguntas e respostas

 

 

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A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose, assinala no dia 1 de dezembro o Dia Mundial da SIDA com uma edição especial da Newsletter dedicada a esta data comemorativa.

De acordo com os relatórios da Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas do Instituto Ricardo Jorge e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC)/Organização Mundial da Saúde, constata-se que, no ano de 2015, foram diagnosticados, em Portugal, 990 novos casos de infeção por VIH, correspondendo a uma taxa de 9,6 novos casos por 100.000 habitantes, não ajustados para o atraso da notificação.

Durante o mesmo ano, registaram-se 238 novos casos de SIDA em adultos (idade igual ou superior a 15 anos) equivalendo a uma taxa de 2,3 casos de SIDA por 100.000 habitantes).

Analisando a década de 2005-2014, verifica-se um decréscimo importante e com uma tendência de uma redução sustentada do número de casos de infeção por VIH e de SIDA em Portugal que se expressa na diminuição de 50% do número de novos casos de infeção por VIH-1 e de 69,3% de novos casos de SIDA notificados segundo o ano de diagnóstico.

Para mais informações consulte também o Relatório Infeção VIH/SIDA – Situação em Portugal em 2015.

 Fonte: http://www.dgs.pt/
Licínia Simões – coordenadora do PES
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  • Posted under Educação Sexual, SIDA

Caros Parceiros,

 A Organização Mundial da Saúde (OMS), em Health for all, estabeleceu metas de saúde para os próximos anos, prevendo na Meta 13 que a promoção da saúde e os estilos de vida saudáveis tenham uma abordagem privilegiada no ambiente escolar, de modo a que a  maioria das crianças que frequentem a Escola integrem estabelecimentos de educação e ensino promotores da saúde. Considerou-se ainda como Escola Promotora da Saúde aquela que inclui a educação para a saúde no currículo e possui atividades de saúde escolar, como é o caso do Agrupamento de Escolas de Anadia.

 Portugal integra a Rede Europeia de Escolas Promotoras da Saúde desde 1994, com uma parceria formalizada entre os Ministérios da Saúde e da Educação, onde ambos assumiram a promoção da saúde na escola como um investimento que se traduzirá em ganhos em saúde. A referenciação para a equipa de saúde escolar de crianças e jovens com deficiência ou doença crónica, perturbações do desenvolvimento, do comportamento, emocionais ou relacionais e/ou outras é importante para o bom desenvolvimento da criança/jovem. Contamos com a continuação do excelente trabalho em parceria que temos desenvolvido.

Estamos num novo ano letivo – 2016-2017 –  um ano com muita saúde e excelente educação!

A equipa da UCC Anadia, deseja um bom regresso às aulas! às Crianças, às Famílias, aos Professores e ao Pessoal não docente .

Cruzamo-nos por aí!!

Sinceros Cumprimentos,

Silvana Marques

Coordenadora UCC Anadia

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https://www.dgs.pt/

Licínia Simões – coordenadora do PES

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Agora que Sinto Amor

Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.

Alberto Caeiro, in “O Pastor Amoroso”
Heterónimo de Fernando Pessoa

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Licínia Simões – coordenadora do PES

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A campanha “Chegar a Zero no trabalho”, pretende promover as recomendações da OIT sobre o VIH e a Sida no local de trabalho, recomendações que se referem à promoção dos direitos humanos, segurança no emprego e um melhor acesso à prevenção do VIH, tratamento e serviços de assistência e apoio no âmbito do local de trabalho. Acabar com a discriminação contra os portadores de VIH no local de trabalho enquadra-se no mote “Chegar a Zero”, tema dos Dias Mundiais de Luta Contra a Sida de 2011 a 2015. Este Dia Mundial foi lançado em 1988 e foi o primeiro dia global dedicado à saúde.

PORTUGAL

O número de novos casos de infeção por VIH voltou a descer em 2014, acentuando-se a tendência de decréscimo já observada no ano anterior (menos 17,3%, em relação a 2013), de acordo com os dados do relatório “Portugal em Números 2015 – Infeção VIH, SIDA e Tuberculose”, hoje apresentado pela Direção-Geral da Saúde. Este decréscimo do número de novos casos notificados foi acompanhado pela descida do número de novos casos de SIDA    (-11,6%), bem como de óbitos associados ao VIH (-14,5%).

O registo de novos casos de infeção por VIH manteve uma distribuição geográfica desigual, tendo as áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Algarve concentrado 68,5% do total de casos notificados. “A articulação com outras estruturas formais e informais da sociedade, nomeadamente autárquicas e de base comunitária, é um elemento crítico de sucesso”, sublinha António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA.

A transmissão da infeção no grupo de Homens que têm Sexo com Homens (HSH) revela, novamente, tendência de acréscimo (31,8%), enquanto a transmissão em Utilizadores de Drogas Injetáveis (UDI) voltou a regredir, tendo sido inferior a 4% dos casos notificados, o que coloca Portugal abaixo da média observada nos países da União Europeia (UE).

O presente relatório demonstra que o diagnóstico da infeção está a ser efetuado mais cedo (a proporção de diagnósticos tardios situa-se agora em 49,1%), tendo atingido valores comparáveis com outros países da UE. Em 2014, iniciou-se a realização de testes rápidos de diagnóstico no Cuidados de Saúde Primários, demonstrando a pertinência do reforço dos programas de diagnóstico precoce.

No que se refere à Tuberculose, sublinha-se a diminuição da incidência da doença em Portugal, atingindo, em 2014, o limiar de 20/100.000 habitantes. No total, foram notificados 2.264 casos de tuberculose, dos quais 2.080 eram casos novos.

Apesar da diminuição observada na incidência da doença, o número de casos de tuberculose é ainda elevado. “O rastreio de infeção latente nas populações de risco identificadas, particularmente contactos de doentes com tuberculose, populações infetadas por VIH, pessoas candidatas a terapêuticas biológicas, é fundamental para que se mantenha a redução de casos de doença no país”, observa o diretor do Programa Nacional para a VIH/SIDA e Tuberculose. No entanto, a proporção de doentes que fazem tratamento preventivo no contexto de comorbilidade por VIH é ainda reduzida, particularmente tendo em consideração que Portugal apresenta uma taxa elevada de coinfeção tuberculose/VIH.

O relatório, ora apresentado, salienta o sucesso terapêutico das formas multirresistentes, o que traduz já o efeito da centralização destes casos em centros de referência para a tuberculose multirresistente.

Além dos principais indicadores apresentados, o Programa Nacional para a infeção VIH/SIDA e Tuberculose salienta ainda as seguintes recomendações:

  1. Reforço das medidas de prevenção e novos meios de assegurar a sua implementação, nomeadamente nas populações chave, de modo a garantir a consistência do decréscimo de novos casos notificados de infeção por VIH e de SIDA verificado nos dois últimos anos.
  2. Adoção de medidas específicas para as regiões que registam maior número de novos casos, nomeadamente para a área metropolitana de Lisboa (onde residem 45% dos novos casos identificados).
  3. Disponibilização de mais unidades para promoção do diagnóstico precoce e aconselhamento.
  4. Implementação da estratégia de tratamento para todas as pessoas, independentemente do seu estado imunitário.
  5. No que se refere à Tuberculose, uma redução mais acentuada da transmissão da doença exige melhorar o acesso a serviços de tuberculose, diagnóstico mais precoce, rastreio de contactos e definição de estratégias que garantam que os doentes fazem o tratamento até ao fim de forma adequada.
  6. Para aumentar o sucesso terapêutico e redução das formas resistentes é importante garantir que se obtém o teste de suscetibilidade aos fármacos antibacilares, assim como garantir que o doente faz o tratamento de forma adequada.
  7. Criação de redes sustentadas de partilha de ações com outras entidades fora do sistema nacional de saúde, de forma a atingir as populações mais vulneráveis à doença.

http://www.unric.org/pt/

https://www.dgs.pt/

Licínia Simões – Coordenadora do PES

Médicos estão preocupados com a “banalização” da doença, ao ponto de se pensar que ser infectado permite mais liberdade

Noites em discotecas que terminam com as pessoas todas sem roupa, embriagadas e sem se lembrarem sequer se usaram ou não preservativo nas relações com desconhecidos. Encontros e festas combinados através de aplicações como o Grindr ou o Scruff, mais utilizadas por homossexuais, onde por vezes é assumido que vão estar seropositivos e a protecção não é regra. Estes são alguns relatos que começam a preocupar os médicos que acompanham casos de VIH no país. Se as situações extremas surpreendem, a grande preocupação contudo é que os jovens, homossexuais e heterossexuais, parecem estar cada vez mais descuidados no sexo e a desvalorizar o impacto da doença.

“Os relatos mais desviantes de que ouvimos falar acabam por ser reflexo de uma banalização transversal da doença entre os jovens”, diz Paulo Rodrigues, director do serviço de infecciologia do Hospital de Loures. Sendo fenómenos que ocorrem em Portugal como no estrangeiro, o médico insiste contudo que orgias e festas sexuais não são as situações mais comuns. “Sempre houve promiscuidade, a questão de fundo é que as pessoas e em particular os jovens parecem estar a proteger-se menos. As festas estarão por trás de 1% dos casos, quando a grande maioria resulta não de comportamentos desviantes mas de descuidos.”

Da experiência deste médico, a maioria dos novos casos em jovens resulta de relações fortuitas em saídas em bares, festas com colegas da faculdade ou do TRABALHO em que existe menor preocupação com o uso do preservativo. Um infecciologista de um grande hospital do Norte, que prefere não se identificar, concorda. “Um caso genérico habitual é de um jovem que vai sair, bebe, tem relação desprotegida com alguém que conhece e nunca mais vê. Até fica preocupado, faz o teste passadas duas semanas mas dá negativo porque é demasiado cedo. E só mais tarde, ou porque em alguns casos há sintomas, é que percebe que se infectou”, diz o médico, testemunhando haver uma crescente desvalorização da doença mensurável em pequenas coisas, por agora subjectivas. “Nunca tive nenhum doente que me dissesse que ter VIH ou não lhe fosse indiferente, mas quando dizemos que vamos testar para o VIH e é como se disséssemos que vamos testar diabetes ou a pessoa chega com o diagnóstico e diz que é só tomar um comprimido nota-se uma mudança”, explica. “Nos novos diagnósticos em idades jovens as pessoas não parecem ficar surpreendidas, aceitam-nos melhor e é quase como estivessem à espera.”

Outra infecciologista do Centro Hospitalar Lisboa Central diz que por vezes a desvalorização da doença chega a ser assustadora, sobretudo quando já não se trata de falta de informação. Se entre os jovens heterossexuais, o receio da gravidez ainda obriga muitas vezes a utilização do preservativo, entre os rapazes homossexuais a médica admite que a situação é preocupante e que têm surgido nas consultas jovens com 18 e 19 anos. “A maioria não usa preservativo. Como são jovens a relacionar-se com jovens da mesma idade pensam que o risco é baixo e às vezes até parece que existe a ideia de que, como já é tão incidente, é possível ter uma vida normal, TRABALHAR, tomar a medicação sem os efeitos secundários do passado, e ser infectado permite mais liberdade.” A médica admite que existem relatos de festas sexuais mas acha pouco provável que em Portugal haja situações em que é partilhada medicação anti-retroviral entre parceiros ocasionais em festas, como sucede na prática do bareback descrita nos EUA e no Brasil. “Em Portugal a dispensa de anti–retrovirais é muito controlada nos hospitais”, diz.

Para Paulo Rodrigues, mais que estigmatizar grupos, importa reflectir sobre como se chegou a esta encruzilhada. E essa será uma história agridoce. Por um lado, resultará da melhoria nos tratamentos, da sobrevivência e da diminuição das doenças oportunistas desde os anos 90. Por outro, do esforço que houve para a não discriminação dos seropositivos. Mas com isto suavizou-se a doença. “Apesar de grandes melhorias, o normal é não estar infectado”, diz o médico, defendendo ser necessária menos “cerimónia” na informação aos jovens. “O preservativo diminui a sensação de prazer, mas não a elimina.

E se uma pessoa for infectada terá de usar preservativo para sempre mesmo em relações duradouras.” Também o infecciologista do Norte defende que as campanhas deixem de passar a informação “a metade”, pois as sequelas do VIH existem. E apesar de a maioria das pessoas, com a nova medicação, lidarem bem com a infecção, por ano há mais de 200 mortes, também entre jovens.

Neste esforço, Paulo Rodrigues defende ser importante não voltar a cometer o “erro” de centralizar a análise da despreocupação em grupos como os homossexuais ou populações migrantes e interiorizar que por detrás das infecções estão comportamentos e não grupos. E mais de 60%dos casos no país surgem em contexto heterossexual.

A preocupação é que no futuro os casos de infecção VIH/sida tornem a subir, receio que vem de por exemplo a nível europeu estarem a aumentar outras infecções sexuais, como sífilis ou gonorreia. Os últimos dados nacionais apontam apenas um ligeiro aumento do peso das infecções em homossexuais jovens. Mas como muitos diagnósticos ainda são tardios, o comportamento que hoje preocupa os médicos poderá só se reflectir mais tarde nas estatísticas. Em relação à protecção houve um alerta recente. O último estudo Marktest sobre a atitude da população face à infecção, de 2013, revelou um retrocesso no uso de preservativo.

Marta F. Reis
http://www.ionline.pt/

Participe e habilite-se a um dos prémios.

Para mais informações clique na imagem.

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Alexandra Gonçalves – Coordenadora do PES

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