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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

 

Aconteceu na passada quinta-feira, véspera do feriado de 25 de abril, na Escola Básica Nº2 de Vilarinho do Bairro. Eram 18:00h, o final de mais um dia de trabalho com os “miúdos”, e, no entanto, a sala de música encheu-se com um numeroso grupo de professores (alguns vindos de outro agrupamento, outros marcando presença no seu dia “livre”), prontos para ouvir falar sobre FELICIDADE. Sim, isso mesmo, já que o tema era “Professores felizes, porque sim!” A coordenadora do Projeto de Educação para a Saúde, professora Alexandra Gonçalves, tinha feito o convite e ali estavam todos, na expetativa de escutar as palavras da Dr.ª Rosália Coelho – psicóloga na Escola Básica do 2º e 3º ciclo Fernando Caldeira e mediadora na Escola de Valongo do Vouga.

A simbologia utilizada sugeriu a construção da felicidade tal como uma “casa”, assente em quatro “pilares”: a mente, o coração, o corpo e a alma. A estrutura completa-se com o “telhado” e o “jardim”, representativos, respetivamente, dos necessários objetivos de vida, da vontade de contribuir para algo superior a nós mesmo, da realização do que nos apaixona e da criação e manutenção de relações “nutritivas”, da procura de apoio e da visualização do mundo como sendo família.

Para a Dr.ª Rosália esta opção é claramente possível, começando por implicar um treino atento e persistente da mente, que leva o indivíduo a ancorar-se nas suas memórias positivas e nas suas motivações internas. As emoções e sentimentos negativos passam a ser geridos com mais facilidade e a pessoa é capaz de perspetivar as suas ações num horizonte mais largo, mais para além de si mesmo. Depois, afloram sentimentos de gratidão, a capacidade do perdão e o desejo de ser benevolente. Entretanto, neste exercício, nesta educação interior, não se deve descurar o corpo, sendo necessário nutri-lo e revigorá-lo, nem a alma, sendo essencial uma dimensão espiritual.

A sociedade seria, então, bem melhor, se, liberta de todas as tensões, caminhasse feliz.

Esta formação teve por base a obra “Ser Feliz Porque Sim” de Marci Shimoff.

No final, após a visualização de um excerto do filme “A corrente do bem – podemos mudar o mundo” de Mimi Leder, os presentes foram desafiados a assumir sempre as suas escolhas e as suas responsabilidades, numa perspetiva de indivíduos atuantes no meio circundante. A “caminhada” exige atenção e intenção.

No final, foi visível o agrado e o sentimento de gratidão por parte dos formandos. Antes da despedida, houve um momento de convívio, temperado com ginjinha e bolachinhas de manteiga gentilmente confecionadas por algumas assistentes operacionais desta escola.

 Estava-se no bom caminho: o da felicidade.

Isabel Trindade (Professora)

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