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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Agrupamento de Escolas de Anadia

9ºA- Enfª Lígia Antunes – ano letivo 2012-2013

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são doenças infeciosas provocadas por bactérias, fungos, vírus e protozoários, que se transmitem por contacto sexual íntimo, desde que um dos parceiros esteja infetado. A possibilidade de infeção ou transmissão de uma dst é maior com o aumento do número de parceiros sexuais.

As DST mais conhecidas são:

  • VIH/SIDA
  • Clamídia
  • Gonorreia ou blenorragia
  • Herpes genital
  • Hepatite B
  • Condiloma
  • Sífilis
  • Tricomoníase

A Clamídia é uma infeção causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. Pode afetar o pénis, a vagina, o colo do útero, o ânus, a uretra, a garganta ou os olhos. É a DST mais comum. Período de incubação 3-5 semanas durante este período a pessoa não apresenta sintomas, no entanto, quando existem, podem ser: – (na mulher) dor pélvica; corrimento vaginal; dor durante a relação sexual; dor ao urinar; hemorragia entre as menstruações; (no homem) ardor ou dor ao urinar; pus ou corrimento proveniente do pénis; inchaço nos testículos ou no ânus. Complicações: Infertilidade.

A gonorreia é uma (DST), causada por um agente infecioso chamado Neisseria gonorrhoeae ou gonococo. A bactéria Neisseria gonorrhoeae infeta homens e mulheres de modo semelhante, apesar dos sintomas serem menos óbvios no sexo feminino. Incidência entre os 15 e 24 anos, idade onde é comum haver intensa atividade sexual sem a devida proteção. Vias de  Transmissão: – Auto inoculação (passagem da infeção de um local para outro do corpo feita pelo próprio); – da mãe para o filho (no momento do parto se a grávida está infetada pela doença), – contaminação indireta uso de artigos de higiene íntima de um indivíduo contaminado. Período de incubação 5 a 10 dias. Sintomas no Homem: Dor e/ou ardor ao urinar; Incontinência urinária; Extremidade do pénis inchada ou avermelhada; Corrimento uretral amarelo e com pus; Dor e/ou inchaço dos testículos. Sintomas na Mulher:  Dor e/ou ardor ao urinar; Incontinência urinária; Corrimento vaginal amarelo e com pus. Tratamento com antibióticos. Complicações/Consequências: Aborto espontâneo, parto prematuro, epididimite, prostatite, pielonefrite, meningite,  miocardite, artrite aguda, gravidez ectópica, septicemia, infeção ocular , pneumonia e otite média do recém-nascido,…infertilidade e esterilidade.

A sífilis é uma dst causada pela bactéria Treponema pallidum, cujo sintoma mais comum é uma úlcera indolor na região genital masculina ou feminina, conhecido como cancro duro. Vias transmissão: materno-fetal; relação sexual (vaginal, oral ou anal); contacto com a úlcera (“ferida”). Período de incubação 2 a 3 semanas. Os sintomas variam consoante o estádio da doença:

Fase 1 – Cerca de 3 semanas após a infeção, aparece uma pequena ferida/úlcera nos órgãos genitais, na boca, na mama ou no ânus.

Fase 2 – 3 a 6 semanas depois do aparecimento da lesão, os sintomas podem incluir febre, dores de cabeça, perda de peso, dores musculares e fadiga.

Fase 3 (última) – Nos casos em que não foi tratada, a sífilis pode levar a danos graves no sistema nervoso, no coração e no cérebro. Esta fase pode ocorrer 1 a 20 anos após a infeção.

Tratamento com Penicilina (tem cura se tratada corretamente). Complicações:: sérias lesões do coração, cérebro, olhos, sistema nervoso, ossos e articulações, Morte.

O herpes genital, ou herpes tipo 2, é uma doença sexualmente transmissível causada pelo Herpes simplex vírus do tipo 2, principalmente, ou tipo 1. Caracteriza-se por meio de pequenas e dolorosas lesões na pele e mucosa desta região, que desaparecem espontaneamente cerca de uma semana após seu surgimento. Vias de transmissão: De mãe para filho através do parto normal; sexual – contacto direto com a ferida do herpes genital. Período de incubação 1 a 26 dias. Sintomas: aparecimento de bolhas e lesões na área genital dor prurido ardor ao urinar. Cerca de 80% das pessoas infetadas não apresentam sintomas, mas podem transmitir a doença. Tratamento: Não existe cura. O herpes pode ser tratado para atenuar as queixas e sintomas. É uma doença crónica recorrente (evolui por surtos). Quando surge, aconselha-se a abstinência sexual.

Condiloma ou verruga genital é uma dst causada pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV). Vias de transmissão: Transmissão vertical (mãe/feto) Auto-inoculação Inoculação através de objetos que alberguem o HPV. Fatores de risco: Relações sexuais muito precoces; Elevado número de parceiros; Tabagismo. Manifestações: pequenas lesões salientes na pele: no homem – localizam-se no pénis e ou à volta do ânus, na mulher surgem na vulva, na vagina, à volta do ânus ou no colo do útero cancro no colo do útero. Prevenção: rastreio ( teste de papanicolau ou citologia); vacinação ( prevenção entre as jovens). Tratamento: O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infetada; Tratamento tópico (pomadas); Cirúrgico.

A tricomoníase é uma dst causada por um protozoário parasita chamado Trichomonas vaginalis que se pode hospedar no colo do útero, na vagina ou no pênis. Vias de Transmissão: Relação sexual (dificilmente por sexo oral ou anal); Objetos húmidos (toalhas) contaminados. Período de incubação 10 a 30 dias. Sintomas: Corrimento abundante (amarelado ou esverdeado), com mau cheiro e com bolhas; Prurido na vagina, pênis e/ou ânus; Ardor ao urinar; Dor durante a relação sexual. Tratamento: antibióticos orais e tópicos; todos os parceiros devem ser examinados e tratados; não manter relações sexuais até uma semana após o tratamento.

A Hepatite B é uma dst transmitida pelo vírus de Hepatite B (HBV) que tem predileção por infetar os hepatócitos, as células do fígado. O vírus da hepatite B (VHB), da família dos hepadnavírus, é composto por ácido desoxirribonucleico O único vírus de hepatite a possuir ADN como material genético e tem um diâmetro de 42 nm. É 50 a 100 vezes mais infecioso do que o HIV. A infeção pelo VHB tem um período de incubação longo, entre as seis semanas e os seis meses. Incidência/Prevalência: É mais prevalente na Ásia, Pacífico e África intertropical, onde se calcula que entre cinco e 20 por cento das pessoas sejam portadoras crónicas. O vírus tem menor incidência no mundo desenvolvido, Estados Unidos da América e Europa Ocidental, mas regista-se um elevado número de casos na Europa Central e Oriental. Em Portugal, calcula-se que existam 150 mil portadores crónicos do VHB. Vias de Transmissão relações sexuais desprotegidas, realização de procedimentos sem esterilização adequada ou utilização de material descartável: intervenções odontológicas e cirúrgicas, hemodiálise, tatuagens, perfurações de orelha, colocação de piercings; uso de drogas com partilha de seringas, agulhas ou outros equipamentos; transfusão de sangue e derivados contaminados transmissão vertical (mãe/filho); aleitamento materno acidentes corto perfurantes. Sintomas: Os primeiros sintomas a surgir são falta de apetite, febre, mal-estar, desconforto, dor abdominal, dor nas articulações e erupções na pele. Mais tarde, pode aparecer icterícia, a urina tornar-se escura e as fezes mais claras do que o habitual. Fase mais avançada: cirrose hepática, cancro do fígado. A hepatite crónica pode não apresentar quaisquer sintomas específicos, mas por vezes, provoca alguma debilidade associada a cansaço. Prevenção: vacinação, forma mais segura e eficaz de prevenir a infeção pelo VHB três doses, administradas através de injeções intramusculares e regista uma eficácia de 95%. Em Portugal, está incluída no Programa Nacional de Vacinação. Tratamento: Na hepatite B aguda aconselha-se repouso, não consumir bebidas alcoólicas e alimentos ou medicamentos que possam ser tóxicos para o fígado. Se a hepatite B evolui para uma doença crónica tratamento com interferão (objetivo interromper a multiplicação do vírus e estimular a destruição das células infetadas. Se a hepatite crónica conduzir à cirrose e esta evoluir para a insuficiência hepática, aconselha-se o transplante hepático.

HIV/SIDA – VIH é a abreviatura para Vírus da Imunodeficiência Humana e é responsável pelo desenvolvimento de complicações no sistema imunitário e aparecimento do SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), último estágio da doença. Síndrome – conjunto de manifestações, sintomas e sinais que caracterizam uma doença. Imuno – O sistema imunitário é responsável pela defesa do nosso organismo. Deficiência- Falta, ausência. Adquirida- Não é hereditária mas sim causada pelo contacto com o vírus. O VIH ataca e destrói precisamente as células coordenadoras do sistema imunitário (linfócitos T), tornando progressivamente o organismo incompetente para se defender dos microrganismos invasores. Evolução da infeção pelo VIH:

1 – Sintomas ligeiros, inespecíficos e passageiros. Coincide com o chamado “Período de janela”.

2 – Ausência total de sintomas. Aparecem anticorpos anti-VIH no sangue (seropositividade).

3 – Início dos sintomas: inflamação dos gânglios, emagrecimento, algumas infeções.

4 – SIDA. Sintomatologia grave. PERÍODO DE SINTOMAS MENORES volume dos gânglios e de forma duradoura; perda inexplicável de peso (4,5 – 7 kg em 2 meses); febre e suores noturnos; diarreia persistente e abundante; algumas infeções por vírus Herpes simplex e Candida albicans.

INFEÇÃO ASSINTOMÁTICA Deteção de anticorpos em 3 – 4 meses seropositivo Duração média: 10 anos Linfócitos vão diminuindo. SIDA Fase avançada da sintomatologia: surgem doenças devido à diminuição de linfócitos T; Doenças oportunistas: Pneumocistose, Tuberculose, Sarcoma de Kaposi, Linfoma; MORTE : pela repetição, ou manutenção, das crises ou das infeções. Prevenção: SEXO SEGURO Relação monogâmica com parceiro comprovadamente HIV negativo, uso de preservativo. Tratamento: Não existe um tratamento que cure a SIDA. Combinações de 3 ou mais medicamentos aumentam a qualidade e o tempo de vida Medicação intensa / ininterrupta / toda a vida Permite melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Conclusão

Alguns sinais podem traduzir-se na existência de uma DST: corrimento vaginal anormal, frequentemente com mau cheiro ou corrimento uretral presença de vermelhidão, bolhas, verrugas ou vesículas nos órgãos genitais ou à sua volta dor ou sensação de queimadura ao urinar dores difusas no baixo ventre sensação de dor ou queimadura aquando das relações sexuais febre Certas infeções provocam sintomas apenas no homem outras somente na mulher e, por vezes, pode existir infeção sem qualquer tipo de sintoma. Tratamento: O tratamento das IST deve ser sempre feito aos parceiros envolvidos na relação sexual, mesmo que não haja nenhum sintoma. Complicações: Aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto, Infeções peri e neonatal, complicações neurológicas, cancro do colo do útero, da vulva, da vagina, do pénis e do anûs, MORTE. Prevenção e Deteção Precoce: A melhor estratégia para prevenir o aparecimento de uma DST é a prática de sexo MAIS seguro. O preservativo é o método mais eficaz para evitar uma DST; Conhecer o parceiro sexual; Não confiar em todas as pessoas; Ter apenas um parceiro sexual; É fundamental estar consciente dos riscos, sobretudo quando se tem vários(as) parceiros(as) sexuais. Auto-exame, observando os próprios órgãos genitais e vendo se a cor, aparência, cheiro e a pele estão saudáveis; Logo que se sintam incómodos ou se detetem lesões na zona genital, deve consultar-se um médico. Quando se diagnostica uma DST, deve informar-se o(a) parceiro(a). Os exames periódicos são essenciais para despiste das DST, uma vez que os sintomas são muito difíceis de detetar. A prevenção e a deteção precoce são a melhor maneira de evitar complicações de saúde mais graves.

Contactos úteis:

 APF – Associação para o Planeamento da Família: e-mail: apfsede@clix.pt

CCPES – Comissão Coordenadora da Promoção e Educação para a Saúde: e-mail: ccpes@ppes.min-edu.pt

www.ccpes.min-edu.pt

www.aidsportugal.com

Se mesmo assim continuarem com dúvidas, por favor contactem-me…

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Enfª Lígia Antunes

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