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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

 

No âmbito da comemoração do DIA DA ERRADICAÇÂO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – 25 de novembro, damos a notícia de uma atividade promotora da NÃO VIOLÊNCIA:

No passado dia 25 de outubro, um grupo de alunos do 12º ano, das turmas A, B e C da Escola Secundária de Anadia, deslocaram-se ao Instituto Superior de Enfermagem de Coimbra para participarem numa palestra sobre o tema “Violência no Namoro”, inserida no projeto “(O)Usar & Ser Laço Branco ”.

            Este é um Projeto da ESEnfC, em que participam estudantes, professores e colaboradores não docentes em torno de uma causa: NÃO À VIOLÊNCIA ENTRE OS PARES.

            A palestra foi dividida em duas partes. Na primeira, os alunos assistiram a um pequeno teatro, no qual foi retratada uma relação entre namorados com problemas de ciúme e controlo exagerado, falta de respeito, violência, etc… De seguida foram convidados a identificar os problemas da relação retratada e a irem eles mesmos representar de novo a cena, tentando corrigir os males da relação em questão. 

            Na segunda parte desta palestra dinâmica, os alunos foram dispostos em grupos e a cada grupo foi dada uma frase, frase essa que dizia respeito a um mito acerca do tema em questão, e sobre o qual cada grupo teria que discutir e, seguidamente, defender o seu ponto de vista perante os presentes.

            Entre as duas partes houve ainda tempo para um intervalo, no qual alguns aproveitaram para se deslocar à cafetaria do Instituto para tomarem o lanche da manhã.

            No final da palestra, foram distribuídos pins e pulseiras do Projeto “(O)Usar & Ser Laço Branco“ e pequenas brochuras informativas, e foi ainda feito um apelo para que as lições apreendidas durante a atividade fossem divulgadas e para que os alunos envolvidos fizessem esforços no seu dia-a-dia de modo a diminuir este problema da violência entre pares.

Autor do texto: Daniel Santos – 12º ano

A violência conjugal (ou exercida pelos parceiros íntimos), é um tipo de violência contra as mulheres que é exercida por um parceiro íntimo do sexo masculino e que causa um prejuízo ou sofrimento físico, psicológico ou sexual nas mulheres. Esta violência pode ser exercida pelo marido, companheiro, ex-marido, ex-companheiro ou outro homem que mantenha ou tenha mantido uma relação de intimidade com a mulher (OMS, 2002).
Este tipo de violência é uma pandemia que afeta as mulheres e perpassa todas as raças, grupos étnicos, culturas, níveis socioeconómicos ou educativos e tem raízes históricas e culturais. A sua origem está associada à persistência de flagrantes desigualdades entre as mulheres e os homens (OMS, 2002). Nos anos oitenta do século vinte, a violência exercida sobre a mulher na família foi reconhecida como um dos maiores riscos para a saúde pública (Doerner & Lab,1995). Este tipo de violência “é talvez a mais vergonhosa violação dos direitos humanos” (Kofi Annan, 2001).
Enquanto problema, a violência contra as mulheres está identificada como uma prioridade no mundo, na Europa e em Portugal. Segundo o Conselho da Europa (2002), a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre as mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, os acidentes de viação e até a guerra.
Segundo o III Plano Nacional para a Igualdade – Cidadania e Género 2007 – 2010 (III PNICG) a violência de género constitui um dos expoentes máximos da desigualdade histórica entre homens e mulheres, tratando-se de um fenómeno global, como foi reconhecido pelas Nações Unidas e nos relatórios internacionais sobre direitos humanos. “Uma característica essencial desta
violência é o fato de ser estrutural, integrando-se nos modelos de relações familiares e sociais, públicas e privadas, que se tem estabelecido entre homens e mulheres” (III PNICG).
Segundo o World Bank (2001), as desigualdades de género põe em causa a eficácia das políticas de desenvolvimento, sendo que a promoção da igualdade de género pode aumentar as oportunidades de desenvolvimento humano e eliminar sérios obstáculos à consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (McMichael et al., 2005; UNFPA, 2005).
Por todo o exposto pode-se constatar a necessidade urgente em adotar medidas que procurem eliminar estereótipos de género e promovam uma cultura de igualdade de oportunidades e de cidadania nas nossas populações. A informação, sensibilização e educação das populações jovens são considerados fatores que podem proporcionar o empowerment, ou seja, o fortalecimento de práticas autopositivas, essencialmente nas jovens e mulheres mais vulneráveis à violência. A educação pelos pares assume-se, neste contexto, como uma estratégia que parece potencializar as intervenções de prevenção da violência entre os jovens, especificamente nas relações de intimidade.

Fonte: http://www.esenfc.pt/site/

CONVITE

Para assinalar o Dia Internacional Para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, a Cáritas Diocesana de Aveiro – Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Aveiro (N.A.V.V.D.), em colaboração com o Projeto Génerus, o Projeto Âncora, a Oficina de Música de Aveiro e a Livraria Bertrand, irá realizar no próximo dia 30 de Novembro de 2012, uma atividade intitulada: Quanto mais me bates, menos sou para ti… Mais me dizes de ti…”.

Neste sentido, a Direção da Cáritas tem a honra de convidar V. Exa. a estar presente neste evento com início previsto para as 21h00 na livraria Bertrand do Fórum de Aveiro.

Licínia Simões (PES)

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