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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

Mais uma caminhada realizada com sucesso, com o entusiasmo e o empenho de todos, alunos, professores, funcionárias, encarregados de educação e outros participantes, tais como, os membros da Direção do Agrupamento prof. Elói, prof. Humberto e a profª Dulce, a vereadora da cultura Drª Rosa Tomás, membros da UCC, a escola segura e os bombeiros.

A Caminhada decorreu com normalidade, seguido de um almoço na Lagoa de Torres que constava de febras, salsichas, pão, tomate, pepino, alface, fruta e água, depois de tanto caminhar apetite não faltava.

Após a refeição decorreu uma eliminatória do “Atreve-te a cantar” dinamizado pelo prof. José Luciano, oa alunos cantaram e foram avaliados por um júri muito exigente.

Como sempre esta atividade tem objetivos definidos, que foram de certeza atingidos. Nesse âmbito e como estamos em tempo de crise e de contenção de despesas, lembrei-me de falar de um assunto que promove a proteção ambiental , a saúde e ainda pode contribuir para algumas poupanças.

Na sabedoria popular consta uma longa lista de espécies de plantas silvestres diretamente comestíveis pelas suas folhas, flores, talos ou rebentos, mas a nossa sociedade industrial foi-nos afastando desses conhecimentos.

O declínio da recoleção de ervas comestíveis deveu-se também a uma conotação negativa desta prática, pois há ainda recordações de tempos de escassez em que estes recursos silvestres eram muitas vezes os únicos disponíveis! São uma dádiva tão generosa da Natureza, que infelizmente é desprezada e impiedosamente destruída, demasiadas vezes de forma abusiva e inadequada, pela utilização de herbicidas.

O universo das plantas comestíveis silvestres está a ser redescoberto. As propriedades nutritivas variam de planta para planta, mas sabe-se hoje, que a maior parte possui um efeito antioxidante. Há ainda as que são diuréticas ou digestivas, mas todas são estimulantes do bom funcionamento do organismo.

É uma maneira salutar que está aí para nos lembrar que há muitas maneiras de combater a crise alimentar que acompanhará a crise económica, financeira e psicológica que se instalou no nosso País.

Esta recoleção poderá ter um papel determinante no desenvolvimento sustentável das povoações e dos seus habitantes. As potencialidades são enormes e há que entusiasmar as populações para os comportamentos sãos que respeitem o ambiente e a sua cultura própria.

No entanto alerto para que a colheita não se faça à beira de estradas e caminhos ou em terrenos tratados com herbicidas porque as plantas também captam e fixam resíduos tóxicos nocivos para a nossa saúde.

Ao passar por algumas dessas plantas pensei em partilhar algumas receitas (encontram estas e outras na net) e quem sabe irão experimentar alguma!!


Licínia Simões  (Equipa de Educação para a Saúde)

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