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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

Comer é um ato que repetimos diariamente, e várias vezes ao dia e mantermo-nos saudáveis é um desafio cada vez maior. O objetivo da arte culinária é o de transformar uma parte do ambiente, dos minerais, da água e da vida biológica em pratos simples, elegantes e saudáveis.

Alimentação e boa saúde

 
É muito fácil conciliar a alimentação e a boa saúde. Para isso basta seguir algumas regras simples ao escolher, combinar e cozinhar alimentos, satisfazendo na medida certa as necessidades nutricionais ao longo da vida.A alimentação saudável é uma forma racional de comer que assegura variedade, equilíbrio e quantidade justa de alimentos escolhidos, pela sua quantidade nutricional e submetidos a benéficas manipulações culinárias.

A maioria dos portugueses, tal como as populações de países ricos, e uma boa parte das populações de países em desenvolvimento, come mal, prejudicando o seu bem-estar e o estado de saúde do país. Alguns setores, sobretudo nos meios urbanos, mostram-se particularmente vulneráveis, para o que contribui a desorganização da vida familiar com impossibilidade de comer em casa, os horários de trabalho desencontrados, a desconexão urbana com a satelitização de dormitórios, os custos elevados de refeições de maior qualidade, a má comida das cantinas e restaurantes, e a pobreza nutricional e gastronómica do pronto a comer.

A convivência da comensalidade é substituída pelo ato solitário de deglutir para matar a fome.

A sociedade de consumo ainda não criou a sua cultura e o cidadão vive momentos trágicos de consumidor desculturado, incapaz de escolher, e permissivo a apelos de venda inadequados para o seu bem-estar.

Recentemente, numerosos estudos científicos têm demonstrado que uma alimentação rica em vitaminas e antioxidantes (vitaminas C, E e carotenóides) está relacionada com uma melhoria da saúde e um menor risco de doenças do coração, aparelho circulatório e de cancro. Além destes antioxidantes, as frutas, hortaliças e diversas plantas aromáticas (alho, cebola, alecrim, alfavaca, coentros, orégãos, tomilho, cominho, endro, cúrcuma, estragão) possuem numerosos elementos fitoquímicos, os quais se tornam importantes, tanto para melhorar a saúde como para prevenir doenças. Os elementos fitoquímicos atuam como antioxidantes, estimulam o sistema imunológico e podem induzir a produção de enzimas protetoras no fígado, assim como evitar a deteriorização do material genético. É sabido que os citrinos, as couves, as frutas e as hortaliças de cor amarela ou alaranjada são particularmente ricas em certos elementos fitoquímicos que protegem contra o cancro. Além disso, a soja é única pelo seu conteúdo em isoflavonas como a genisteína, que inibe a formação de coágulos sanguíneos, reduz o nível de colesterol e protege contra o cancro da próstata e da mama. As frutas, assim como as verduras e hortaliças, são especialmente ricas em potássio, e portanto ajudam a baixar a pressão arterial e reduzem substancialmente o risco de acidentes vasculares cerebrais (trombose e outros). Uma alimentação baseada em vegetais reduz o nível de colesterol no sangue e, portanto, o risco de doenças coronárias. Todos podemos desfrutar de uma melhor saúde e maior qualidade de vida, se basearmos a nossa alimentação nos vegetais.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) assinala que a dieta ótima é aquela que apresenta um baixo conteúdo de gordura e um elevado conteúdo de fibra, que é rica em hidratos de carbono complexos e se caracteriza por um consumo frequente de frutas, verduras e hortaliças, cereais integrais e leguminosas. Esta dieta deve incluir, diariamente, pelo menos 400 gramas de frutas, verduras e hortaliças, e 30 gramas de leguminosas, além de sementes e frutos secos oleaginosos. O comité internacional de Alimentação, Nutrição e Prevenção contra o cancro recomenda seguir uma dieta predominantemente vegetal, com abundante consumo de fruta, verduras e hortaliças, leguminosas e produtos farináceos com o mínimo processamento possível, como grãos, raízes e tubérculos.

 

Quantos tipos de vegetarianos existem? 

O vegetariano é, por definição, alguém que se alimenta basicamente de grãos, sementes, vegetais, cereais e frutas, com ou sem o uso de laticínios, mel e ovos. Os vegetarianos excluem o uso de todas as carnes animais, incluindo peixe e frango. Apesar de já ter quase 200 anos, o termo ainda gera confusão. Ao contrário do que muita gente julga, as pessoas que adotaram este tipo de dieta alimentar não são todas iguais.

Existem vários tipos de vegetarianos:

Vegan

Este é considerado o grupo dos “vegetarianos radicais”. Exclui qualquer variedade de carne de animais – aves e peixe de carne vermelha -, produtos animais – ovos e laticínios -, mel e gelatina, produtos testados em animais, e não usam produtos de origem animal – couro, seda e lã – nem cosméticos de origem animal. O veganismo pode ser definido como uma forma de viver que recusa em contribuir para todas as formas de exploração e tratamento cruel de animais na alimentação, no vestuário e qualquer outro fim. O repúdio às práticas cruéis inerentes à produção de laticínios e à criação de animais e aves é, provavelmente, a razão mais comum para a adoção do veganismo.

Lacto-Vegetariano

Este grupo de vegetarianos não come ovos na sua dieta. Muitos fazem-no por motivos de saúde, pois o ovo contém um elevado nível de colesterol. A maioria dos vegetarianos da Índia, a grande parte da população, exclui os ovos da sua dieta. Pitágoras era lacto-vegetariano.

Ovo-vegetariano

Incluem na sua alimentação os ovos, mas excluem o leite e todos os seus derivados.Muitos fazem-no por motivos de saúde, por exemplo, intolerância à lactose. Ovo-lacto-vegetariano É a forma de vegetarianismo mais clássica mas também a mais popular. Os adeptos deste regime comem laticínios e ovos, embora excluam a carne, o peixe e os produtos alimentares derivados dos animais.

Vegetariano

Os vegetarianos são aqueles que excluem apenas da sua alimentação todos os ingredientes de origem animal (lacticínios, ovos, mel, gelatina, etc.). São Também conhecidos como “vegetarianos puros”. Pretendem tornar-se vegan, mas consideram não ter as condições que lhes permitam excluir produtos animais da sua vida diária, como por exemplo, da roupa, dos produtos de higiene, dos detergentes e de muitos outros aspectos. Frugívoro Também designado como frutívoro, alimenta-se exclusivamente de frutos, grãos e sementes. A sua alimentação é muito semelhante ao vegan, mas só ingere frutas e verduras que não matam a árvore nem a planta, evitando assim todas as raízes, como a cebola ou a batata. Come, por exemplo, maçãs, que podem ser colhidas sem danificar a árvore, ao contrário das cenouras. Os rebentos são também evitados, como os de soja e a alfafa.

Crudívoro

Este grupo defende que o Homem é o único animal que cozinha os alimentos, destruindo por isso as suas propriedades nutritivas, embora esteja preparado para digerir e assimilar alimentos crus (naturais). Estes adeptos alimentam-se única e exclusivamente de alimentos crus. Os alimentos são comidos no estado natural e geralmente sem o recurso a conservantes, temperos, fermentações ou preparos culinários.

Porquê ser vegetariano?

 

Quais as razões que levam uma pessoa a tornar-se vegetariana? Quais os motivos que ajudam a fazer esta escolha?

Razões éticas

O respeito pela vida animal. Consideram injusta e cruel a matança e o sofrimento de animais para o consumo humano, por causa da violência que esse processo envolve. Muita gente sabe que os animais abatidos sangram até morrer. Diariamente são mortos milhares de pintos machos, só porque não produzem ovos. Alguns são esmagados. Outros são sufocados. Muitas vezes a produção de carne para consumo humano provoca nos animais sofrimentos indescritíveis e desnecessários.

Razões de saúde

Obesidade, níveis de colesterol alto, doenças cardio-vasculares, hipertensão, alguns tipos de cancro e problemas de digestão. Quem sofre destas patologias a melhor alternativa é tornar-se vegetariano, já que, como exemplo, o nível de colesterol ingerido pelos vegetarianos é cerca de 20% mais baixo. A divulgação de notícias sobre potenciais perigos para a saúde pública, como: casos de porco com peste suína africana, de frangos com nitrofuranos, a doença das vacas loucas, ou de peixes contaminados com mercúrio, levou muitas pessoas a deixar de frequentar os talhos e peixarias.

Preocupação ambiental

Metade das florestas tropicais foi, nas últimas décadas, dizimada e transformada em pasto para gado. Se estes terrenos fossem vocacionados para a cultura de vegetais e cereais, alimentariam, na mesma proporção, mais seres humanos. Os produtores de carne estão entre os maiores poluidores de água. A pesca industrializada está a dizimar as reservas de peixe e os fundos do mar, essenciais à sobrevivência de todos os seres. Destaca-se a grande contribuição da pesca de arrasto nesta destruição.

Razões religiosas

O budismo faz a apologia do vegetarianismo, mas admite o consumo moderado de carne e de peixe. O judaísmo e o islamismo proíbem o consumo de carne de porco. A lei judaica interdita ainda as ostras. A igreja católica, no passado, além dos jejuns, também limitava a ingestão de carne. Os hindus consideram as vacas sagradas e não as comem. A maioria segue uma dieta exclusivamente vegetariana. Isto porque o objetivo das diferentes religiões é o de purificar a mente através do corpo e por isso um corpo sem carne é um corpo mais purificado.

Fonte: http://www.daterra.pt/

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