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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

Introdução

Este trabalho visa focar técnicas de reprodução assistida que trazem uma nova esperança a casais que são incapazes de conceber um filho naturalmente.

A infertilidade pode ser definida como a incapacidade de conceber um filho, após um ano de tentativas sexuais sem a utilização de métodos contraceptivos.

Com o contínuo aperfeiçoamento dos métodos de tratamento, bem como o aparecimento de novas técnicas mais sofisticadas e o desenvolvimento crescente de clínicas e organizações criadas propositadamente para auxiliar casais inférteis, esta doença que desde sempre afectou casais em todo o mundo, tem tido, hoje em dia, resultados francamente satisfatórios e animadores.

Infertilidade Humana

Casal Infértil

O casal infértil é aquele que, com mais de um ano de relações sexuais desprotegidas (sem uso de método anticoncepcional) e frequentes, não conseguiu engravidar.

Incidência

Dez a 20% da população de casais têm problemas para procriar. A incidência de infertilidade é directamente proporcional a idade da mulher.

Ao contrário do que se acreditava no passado, infertilidade não é um problema exclusivo da mulher, sendo iguais as percentagens de causas de infertilidade masculina e feminina.

Grau

A infertilidade pode ser primária ou secundária:

Infertilidade Primária: O casal nunca engravidou antes.

Infertilidade Secundária: O casal já teve uma gestação anterior.

Causas de Infertilidade

Muitos factores influenciam a fertilidade de um casal: idade do homem, idade da mulher, frequência e técnica do coito, uso de lubrificantes vaginais, passado de doenças sexualmente transmissíveis, exposição a produtos tóxicos ambientais ou a certos medicamentos, coexistência de algumas doenças, várias causas específicas de infertilidade e outras tantas desconhecidas.

Os exames realizados no casal identificam as principais causas de infertilidade. Das causas de infertilidade, 30% são de causa masculina, 30% de causa feminina, 30% são de causa feminina e masculina e 10% de causas indeterminadas. Em 30% dos casos ambos os membros do casal têm problemas.

Após identificadas as causas será proposto ao casal um plano de tratamento.

Homem:

– Diminuição do número de espermatozóides.

– Pouca mobilidade dos espermatozóides.

– Espermatozóides anormais.

– Ausência da produção de espermatozóides.

– Vasectomia.

– Dificuldades na relação sexual.

Mulher:

– Distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e a libertação do Oócito II (ovulação);

– Síndrome de Ovários Policisticos ;

– Problemas nas trompas ou tubas uterinas provocados por infecções, cirurgias;

– Endometriose.

– Laqueação das trompas.

– Muco cervical que impede a passagem dos espermatozóides.

Fig. 1 – Gráfico de Causas de Infertilidade

A Transferência Intratubárica de Gâmetas (GIFT)

A transferência intratubárica de gâmetas (GIFT), consiste na recolha dos óvulos da mulher através de laparoscopia, exame endoscópico da cavidade abdominal através de uma pequena incisão na parede do abdómen, ao mesmo tempo que se recolhe o esperma do homem.

Na mesma operação, colocam-se ambos os gâmetas numa cânula especial, devidamente preparados, introduzindo-os em cada uma das trompas de Falópio, lugar onde se produz naturalmente a fertilização (fertilização in vivo). Se tudo correr normalmente, os espermatozóides penetram em um ou mais oócitos II, formando-se os zigotos. Este descerá dentro das trompas até ao útero, de maneira que a concepção dar-se-á integralmente no corpo da mulher.

O grande problema é a baixa percentagem de êxito desta técnica, figurando entre 35 a 40 %. Outro problema, comum às técnicas que não se restringem a métodos físicos, é a grande possibilidade de concepção de gémeos. Isso  explica-se pelo facto de, ao se utilizar esse método de reprodução artificial, recolherem-se vários óvulos, para se garantir alguma margem de sucesso.

Fig. 2 – Fecundação in vivo

 

Fig. 3 – Esquematização da técnica GIFT

A Transferência Intratubárica de Zigotos (ZIFT)

Por meio da transferência intratubárica de zigotos (ZIFT), ambos os tipos de gâmetas são postos em contacto, in vitro, em condições apropriadas para a sua fusão. O zigoto ou zigotos resultantes são transferidos para o interior das Trompas de Falópio.

A grande diferença da ZIFT em relação à GIFT é que, na primeira, a fecundação se realiza fora do corpo da mulher, enquanto na segunda, o encontro do oócito com o espermatozóide, formando o embrião, ocorre nas trompas.

A ZIFT possui as mesmas restrições apresentadas pela GIFT, ou seja, baixa percentagem de êxito e sobra de vários zigotos não colocados no corpo da mulher. Esses zigotos são conservados congelados até que o casal decida o que fazer com eles,  o que levanta problemas éticos e morais. 

Fig. 4 – Esquematização da técnica ZIFT

ICSI (Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides)

Hoje é a melhor técnica de tratamento da infertilidade atingindo até 60% de êxito em mulheres com menos de 35 anos. Esta técnica também permite uma esperança para homens que nunca teriam a possibilidade de ter filhos. Os espermatozóides são obtidos através de colheita natural ou aspiração do epidídimo ou extraído do testículo. Estes espermatozóides são injetados diretamente dentro do óvulo e os embriões são implantados no útero através das mesmas técnicas da fertilização in vitro (IVF-ET).

Fig. 5 – Ilustração elucidativa da técnica ICSI 

Fig. 6 – Fotografia de Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóide

Conclusão

Concluímos com a execução deste trabalho que existem vários métodos de reprodução assistida que tornam possível a concepção em casais inférteis.

Especificando, o GIFT é um bom método de reprodução assistida a vários níveis. Economicamente, revela-se relativamente acessível a todos os casais. Enquanto técnica de concepção, permite a gravidez em caso de vasectomia, muco cervical muito espesso, baixa contagem de espermatozóides, anomalias, etc. Concluindo, é uma técnica que contorna tanto causas de infertilidade masculinas como femininas.

No caso do ZIFT, aplica-se a mulheres com as trompas laqueadas ou em caso de disfunção hormonal e por conseguinte incapacidade de despoletar a ovulação. Analisando mais a fundo, conclui-se que esta é uma técnica mais usada para colmatar casos de infertilidade feminina.

O ICSI é usado em casos especialmente de infertilidade masculina, tais como:

– Baixa contagem de espermatozóides.

– Débil mobilidade dos espermatozóides.

– Espermatozóides anormais.

Geralmente a obtenção de espermatozóides para a utilização desta técnica é feita por via cirúrgica.

Bibliografia

http://guiadobebe.uol.com.br/planej/infertilidade_masculina.htm

http://www.geocities.com/CollegePark/Lab/7698/bio1.htm

http://joaogil.planetaclix.pt/ps01.htm

http://www.abdelmassih.com.br/_infertilidade.php

Trabalho realizado por André Vechina, João Cardoso, Nuno Maranhão e Tiago Palmela – 12º ano – ESGN

Um dos métodos é a ICSI – Injeção intra citoplásmica de espermatozóides:

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