Skip to content

O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

A SOPA

Sopa ou Caldo, tem um lugar especial na cozinha lusitana, quer pela importância do prato em si quer pelo significado que o mesmo ocupa nas diversas regiões de Portugal. Pesquisadores diversos consideram a sopa como o prato mais antigo do mundo, anterior inclusive ao assado de carnes, pois há indícios dessa refeição antes mesmo da descoberta do fogo. Os ingredientes da sopa são tão variados quanto as mais diversas culinárias, podendo incluir vegetais (batata, cebola, couve, cenoura, etc.), carnes ou peixes e mariscos. Os nutricionistas aconselham, em geral, a ingestão diária de sopa para um regime alimentar equilibrado. A maior parte das sopas é de baixo custo, de confeção simples, e de digestão fácil -contendo vitaminas e hidratos de carbono. A ingestão de sopa auxilia nos regimes alimentares de controlo de peso e é uma forma fácil de assegurar que crianças pequenas e idosos ingerem produtos hortícolas e água. Em Portugal a sopa ainda ocupa um lugar de grande importância à mesa.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou o tema para o Dia Mundial da Alimentação, que acontece todos os anos no dia 16 de outubro. O tema é “Preço dos alimentos – da crise à estabilidade “.

Principais Objetivos do Dia Mundial da Alimentação:

– Desenvolver medidas para combater a fome e sensibilizar as pessoas para adoção das mesmas;
–  Sensibilizar as pessoas para necessidade da produção agrícola e estimular os apoios nacionais, bilaterais, multilaterais e não-governamentais para este fim;
–  Ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias em países subdesenvolvidos;

–  Sensibilizar todos os países para importância da ajuda nacional e internacional na luta contra a fome, subnutrição e pobreza;

– Estimular participação da população rural nas decisões e atividades que influenciam as suas condições de vida.

“Preços dos alimentos: da crise à estabilidade”
foi o tema escolhido do Dia Mundial da Alimentação deste ano para provocar a reflexão sobre as causas da alteração dos preços e a importância da adoção de medidas estruturais que alterem esta situação, que traz vulnerabilidade ao sistema alimentar global. De acordo com o Banco Mundial, entre 2010 e 2011 os aumentos dos preços dos alimentos deixou quase 70 milhões de pessoas em pobreza extrema.
A insegurança alimentar e nutricional não resulta apenas da desnutrição por escassez ou falta de alimentos. Há também um aumento de doenças resultantes da presença de produtos tóxicos nos alimentos, além das altas taxas de excesso de peso e obesidade que preocupam e requerem medidas consistentes de rever a curto e médio prazo.

Os dados mostram que há um número crescente de vítimas de ambas as formas de insegurança alimentar e nutricional. Esta situação tem estreita relação com o modelo de produção agrícola que concentra terra, renda, tecnologias, patentes das sementes e medicamentos. Ou seja, as cinco ou seis principais empresas multinacionais que produzem e controlam as sementes transgénicas, os agrotóxicos e agroquímicos nocivos à saúde humana são as mesmas que controlam a indústria de medicamentos para “curar” os efeitos de seus danos, alimentando este círculo vicioso.

Atualmente, vivemos sob a pressão das crises económica, alimentar, climática e energética. Estas crises requerem discussões que apontem soluções articuladas entre si, com alternativas de soberania e segurança alimentar e nutricional que respeitem a realidade de cada povo e região.

Portanto, aproveitemos para refletir sobre a importância de fazermos a nossa parte nas
mobilizações e lutas locais e mundiais pela efetivação do direito humano à alimentação adequada e saudável como um direito humano e um requisito fundamental para viver com dignidade.

Fonte: Correio do Minho, 16 de outubro 2011

Em simultâneo comemorou-se o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e a Exclusão Social. As docentes Sara Castela, Ana Isabel, Isabel Vitorino, Licínia Vieira, Helena Cravo, Maria José Cavaleiro, Teresa Paula Rodrigues e Licínia Simões, lançaram o apelo de assinalar este Dia Internacional, numa tentativa de fomentar o espírito de partilha da nossa comunidade escolar, tendo entre outras atividades e em articulação com o PES construído uma “Roda dos Alimentos Solidária” para recolha de bens alimentares num gesto de partilha para com a comunidade escolar carenciada.

A Escola Básica nº2 de Anadia participou na 2ª edição da MOSTRA DE SOPAS e foi grande a adesão por parte dos Encarregados de Educação, tendo contribuído com uma grande variedade de sopas (27 sopas). Esta atividade atraiu muitos alunos bem como Encarregados de Educação e seus familiares, tendo degustado as diversas sopas, acompanhadas pela estaladiça broa feita em forno de lenha, oferecida pelo Sr. Francisco Ramos da Padaria Estrela de Anadia. Os docentes, por sua vez, também não resistiram a estas iguarias e fizeram-se notar pela sua presença.

MOSTRA DE SOPAS NA ESCOLA BÁSICA

Também na Escola Secundária de Anadia houve 20 sopas para degustação de alunos, encarregados de educação, pessoal não docente e professores. Na Escola de Vilarinho, veterana nesta atividade houve 31 sopas muito variadas incluindo a “Sopa do Nada”, alertando para a fome que atinge grande parte da população mundial. Nestas duas escolas houve uma Mostra de produtos biológicos no âmbito das ECO-ESCOLAS.

A equipa de Educação para a Saúde agradece especialmente às assistentes operacionais dos refeitórios da Secundária e de Vilarinho assim como ao pessoal da empresa do refeitório da Básica pela colaboração prestada nesta atividade.

MOSTRA DE SOPAS NA E. SECUNDÁRIA

Assim se cumpriu a “V mostra de sopas” na Escola Básica nº 2 de Vilarinho do Bairro, “II mostra de sopas” a nível de agrupamento, realizando-se esta atividade simultaneamente nas Escolas, Básica nº 2 e Secundária de Anadia. As turmas apresentaram sopas, confecionadas pelos encarregados de educação e servidas por eles próprios. Nalguns casos foram o alunos que se encarregaram do “serviço de mesa” e os melhores divulgadores deste alimento tão saudável:
“- Venha cá, não quer comer desta? É muito boa!!!!”.
Panelas de todos os tamanhos, sopas de todo o género (para variados gostos), muitos “clientes”, uma hora de almoço, entre as 12.30 e as 14 horas, muito movimentada. (Fonte: O Sabichão-BE Vilarinho)

MOSTRA DE SOPAS NA ESCOLA DE VILARINHO

A Equipa de Educação para a Saúde

%d bloggers like this: