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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

Quando se fala de relações sexuais pensa-se quase sempre no coito. Esta identificação está relacionada com uma perspectiva que identifica relação sexual com reprodução. Neste sentido foi dada muita importância ao coito, introdução do pénis na vagina, por ser um meio que possibilita a reprodução. Embora essa identificação muitas vezes já não esteja presente persiste ainda esta perspectiva.

Como já sabemos a sexualidade implica-nos na totalidade e não só numa parte do nosso corpo.
A relação sexual é assim, o encontro de pessoas inteiras, com todas as partes do seu corpo, toda a sua afectividade, todas as suas fantasias, expectativas e desejos. Não é apenas o contacto entre zonas genitais, nem uma maneira de dominar outras pessoas, nem uma mera utilização do corpo. A relação sexual é sim uma fonte de prazer, de afectividade, de comunicação e de bem estar para a própria pessoa e para as outras com quem estabelece laços. Devemos pois encará-la num sentido amplo, valorizando igualmente as diversas maneiras de nos relacionarmos.

Portanto, o coito é apenas uma das maneiras de expressar a sexualidade, não sendo nem mais nem menos importante do que qualquer outra. Tudo pode dar prazer e cada experiência é diferente das outras e igualmente agradável.

  1. A dor que ocorre durante a relação sexual tem, na maioria das vezes, causas orgânicas. Os fatores psicológicos também podem estar envolvidos. Nesses casos, pode haver associação com trauma sexual prévio, sentimentos de culpa ou atitudes negativas em relação ao sexo.
  2. A dispareunia é mais frequente nas mulheres. A dor durante as relações sexuais pode ocorrer nas primeiras tentativas de realizar o acto sexual ou anos mais tarde. As causas podem ser físicas ou psicológicas.
  3. O exame físico minucioso, com identificação das áreas dolorosas, inspeção detalhada para verificar alterações da anatomia e a presença ou não de lesões vulvares, na maioria das vezes, demonstra a causa. Devemos atentar para causas que podem diminuir a lubrificação vaginal e causar atrofia vulvovaginal, como a menopausa ou o uso de alguns medicamentos.
  4. Infecções vulvares, vaginais, doença inflamatória pélvica, endometriose, retroversão uterina, miomatose, patologias dos anexos (ovários e trompas), aderências pélvicas ou doenças do trato urinário também provocam dor na relação sexual.
  5. O tratamento deve ser direcionado para a causa do problema.

Enfª Carmen Santos

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