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O cantinho dos afetos… e da saúde

Agrupamento de Escolas de Anadia

Certamente já todos ouvimos falar de bullying. Quer através dos meios de comunicação social, quer por leituras que eventualmente tenhamos feito. Muitos de nós talvez até tenham conhecido este fenómeno mais de perto, nos seus tempos escolares (bullying escolar) ou mesmo no local de trabalho (bullying laboral). O bullying, expressão de origem inglesa, designa todos os actos de violência e atitudes agressivas desde que intencionais e repetitivas (Abrapia, 2006; McCarthy, Sheehan, Wilkie e Wilkie, 1996:50).  

Como o foi referido no parágrafo anterior, existem dois tipos de bullying: o escolar, que é aquele que ocorre nas escolas, tal como o próprio nome indica, e o laboral, que é aquele que acontece no local de trabalho. O bullying laboral, que muitas dúvidas e curiosidade suscita, manifesta-se com relativa frequência, e atinge apenas a população activa, ou seja, os adultos com menos de 65 anos[1]. As suas causas são variadíssimas (tal como se verifica no bullying escolar). No entanto, o bullying laboral, por atingir apenas a população adulta, acaba por não ser tão traumatizante quanto o bullying escolar. À partida subentende-se que os adultos já possuam as defesas e maturidade necessárias para lidar assertivamente com o bullying. Mas longe de mim querer desvalorizar o sofrimento da vítima de bullying laboral! Simplesmente projecto este caso de modo a justificar a centralidade deste trabalho no bullying escolar. Facto que se deve à crença de que a maioria dos esforços devem começar pela base. É moldando e dando assistência à base (crianças) que se propiciam condições para a mudança. Tal como todos nós sabemos, as crianças de hoje são os adultos de amanhã. Portanto deve ser aqui que a maioria dos esforços devem ser concretizados. Além de que, as crianças, os adolescentes e mesmo os jovens adultos[2] são aqueles em quem os efeitos (consequências) do bullying são mais drásticas. Não podemos esquecer que estes indivíduos ainda se encontram em fase de aprendizagem e construção da sua própria identidade, pelo que, se ainda não possuímos as defesas necessárias (porque ainda as estamos a construir) a lidar com este tipo de situação, logicamente seremos mais abalados por ela do que alguém que já possua essas defesas. Deste modo, mais uma vez reforço a ideia de que para haver mudança devemos começar pela base (a criança) e ir caminhando lentamente para o topo (os adultos). E é precisamente isso que se pretende com este trabalho: fornecer as bases para uma longa caminhada no sentido da mudança.  

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Autora: Luzia Pinheiro, Socióloga

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